27/06/2012

Ela conseguiu!

Conforme o post anterior, calei a voz para amamentar. Dei atenção total a este momento mágico e consegui o que, de acordo com o pediatra, é muito difícil: Fiz a Marcela ficar exclusivamente no peito depois de ter saído da maternidade com o complemento de leite em pó.

De lá pra cá muitas coisas aconteceram. Ela está com 5 meses e já descobriu as mãos e os pés; consegue segurar brinquedos; foi a Brasília de avião; conheceu Belo Horizonte; ainda está no peito, mas já come papinhas de frutas; "conversa" bastante na sua própria língua e, mais recentemente, começou a se arrastar.

Estou curtindo tudo muito. Do jeito que tem que ser. Pedi até demissão para poder participar de cada descoberta.

Olha aí ela se arrastando:

A bateria da filmadora acabou antes, mas ela conseguiu!

15/03/2012

Isso mesmo



Se eu quiser amamentar...



Se eu quiser amamentar
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
(Versão de "Se eu quiser falar com Deus" sob a inspiração mamífera de Rafaelly Viegas, mãe de Rayssa)

16/02/2012

Tendinite de pulso

Nos dois! Olha que belezura...


Tendinite do Pulso
A tenossinovite estenosante DeQuervain é mais comum em mulheres adultas com idade entre os 30 e 50 anos. Ela é uma irritação e inchaço da bainha ou túnel que envolve os tendões do polegar a medida que eles passam do pulso para o polegar. Os sintomas mais comuns são dores ao beliscar ou segurar um objeto e sensibilidade sobre o túnel. Em alguns casos um caroço pode ser sentido sobre essa superfície. Se for efetuado o teste de Finkelstein, que consiste em fechar a mão com o polegar entre os dedos em direção ao dedo mínimo, a dor piora.
A tendinite pode ser causada pela utilização demasiada da mão e também pode ser encontrada em associação com gravidez e com artrites inflamatórias ou outras doenças reumáticas.
Se tratados cedo, muitos casos melhoram com a simples utilização de talas, injeção de esteróides e/ou a prescrição de medicamentos anti- inflamatórios.
Casos mais severos e aqueles que não respondem a outros tratamentos podem necessitar cirurgia. A modificação e o afastamento das atividades que causam esses sintomas podem vir a ser necessárias inicialmente.



14/02/2012

Levantando a cabeça

Ela já estava ensaiando segurar a cabeça sozinha a algum tempo, mas esta semana é oficial:

Segurou o pescoço em pé na hora do banho ontem e, ao ser colocada d bruços, levantou a cabeça por quase 3 segundos!

Ah! Hoje ensaiou virar no sofá e deu um susto na tia Ângela.

10/02/2012

Um mês de Marcela

54 cm - Acima da média.

4, 125kg - proporcional à altura.

Tudo perfeito!

Se eu soubesse que ser mãe era tão gostoso teria sido antes...

Mas talvez só seja tão bom porque esperei o tempo certo.

Te amo Marcela.

08/02/2012

DESABAFO - Eu quero a minha mãe!

Desde que minha mãe foi embora, quando a Marcela estava com 17 dias, ouço as pessoas perguntarem por ela ou falarem quanto tempo suas mães ficaram. Exemplo:

Irmão do Cláudio ao telefone com ele:
- A mãe da Flávia está aí, né? Nããão? Mas quem está ajudando ela????

Visita à casa da Cris (que tem mãe em Montes Claros):
- Minha mãe ficou comigo dois meses, depois minha irmã (que é enfermeira) veio e ficou mais um. Depois disso peguei o carro e fui ficar mais um mês na casa dela...

Visita da Inajá (que tem mãe em BH):
- minha mãe ficou comigo até o Rafa fazer 3 meses...
(detalhe, ela está grávida, a neném nasce em março e a mãe dela já está aqui para ficar até 3 meses depois).


Cláudio e eu:
- Não consigo entender por que sua mãe foi embora...

- Ela PRECISAVA ir, afinal, você sabe, ela mora numa chácara sem caseiro e a pessoa que ficou de ir cuidar das coisas e dar comida pros cachorros não estava indo. E os cachorros foram atacados e um morreu e a outra não sara...

- E a sua irmã? Por que ela não assumiu as coisas em Brasília para sua mãe poder ficar?

- Ela estava arrumando a apartamento para morar com as crianças antes das aulas começarem...

- Claro que ir morar sozinha era mais importante neste momento. Mas não dava para aguentar por mais uns meses morando na chácara? Ou ir dar comida para os cachorros?

- Tinha o Ailton na chácara...

- Então por que sua mãe foi embora mesmo?


Cláudio indignado, eu chorando e tentando esquecer que quando minha sobrinha nasceu minha mãe se APOSENTOU para GANHAR MENOS porque minha irmã, que morava na mesma cidade, precisava muito de ajuda.

Mas fato é que não tem jeito. A minha mãe foi embora mesmo. E eu fiquei sozinha mesmo. E já nem sofro mais consigo fingir que não sofro quando deixo a Marcela chorando para ir ao banheiro.

Dar banho nela agora é no chuveiro. Desde que ela fez cocô em tudo e deu uma vomitada por cima para coroar. Eu fiquei sem saber como lavar a melecada na banheira, com aquela cabecinha mole e o corpo que parece um quiabo, ainda por cima tendo que pegar a toalha sem deixá-la escorregar... chuveiro!

Penduro a toalha dela no Box, dou banho (ela adora!) enxugo a Marcela e saio pelada e molhada pela casa.

Mas estou dando conta de tudo sozinha com a ajuda do Cláudio e de uma faxineira duas vezes por semana, e consegui colocar uma pequena rotina nas nossas vidas e isto é bom.

Sabe o que eu acho mais difícil e mais me faz querer a minha mãe aqui? Não é o fato de não descansar, nem de ter que andar molhada e pelada pela casa, nem de não comer direito. É a hora de arrotar.

É quase impossível virar aquela coisinha mole para arrotar (com os meus pulsos doendo) sem deixar tombar a cabeça, e depois colocar na posição certa sem acordar o bichinho... e a mamãe pegava ela pra mim...

No meu sonho mais lindo ela teria mudado para o Rio, no meu sonho médio teria ficado 3 meses. No meu sonho menos lindo ela teria ido embora ontem (eu pedi 3 vezes). Na cruel realidade ela foi embora já tem 12 dias.

Mas, vendo pelo lado positivo, ao menos ela está viva, veio, viu a marcela, me ajudou com o umbigo (que levou para enterrar) e vai voltar muitas vezes.

01/02/2012

Retrospectiva Pós-parto

Hoje, 22 dias depois do parto, perdi 10 kg dos 18 que ganhei durante a gravidez. Como já estava acima do peso antes de engravidar, espero que a amamentação continue me ajudando. Estou do jeito que Botero gosta, portanto, fotos só da Marcela.

Uma semana depois do parto eu estava mooooito inchada efui parar no hospital com a pressão 16x11. Remedinhos na veia e estou melhor.

Tia Maria Luiza me presenteou com um pacote de drenagem linfática e agora quase me pareço com um ser humano. Faltam 2 sessões para acabar.

Fora isso, dor nas costas, dor nos pulsos, dor de cabeça... uma beleza... se pudesse voltar o tempo tinha malhado costas todos os dias durante a gravidez. Amamentar é difícil, viu?

Mas tudo desaparece quando a neném acorda e me olha com aquela carinha. Infelizmente ainda estamos precisando recorrer ao complemento, mas acredito que o meu leite está aumentando.

O Yan tem curtido muito a irmãzinha e quando traz amiguinhos sempre avisa: "Se quiser tocar nela é só lavar as mãos!"

Marcela pesou dia 30 e estava com 3,610!! Recuperou todo o peso perdido, ganhou mais 160g e estamos felizes. Ontem foi o primeiro passeio fora de casa.

Tenho dado banho com a ajuda do papai que é muito carinhoso, põe a temperatura da água do jeito que ela gosta e segura nas mãozinhas para ela não chorar. Uma delícia.

28/01/2012

Coisas

Minha mãe foi embora ontem e o Cláudio está ajudando direitinho, mas a saudade da minha mãe já apertou...rs

Coisas que aconteceram:

As mãozinhas se fecharam com 10 dias;
As cólicas são por volta de 5 da tarde. Hoje não teve;
As bochechas estão mais fofas e segunda vamos pesar outra vez para ver se ela recuperou o peso perdido,
O Pediatra é o Dr. Jorge Costa Pinto e gostamos muito dele;
Estamos sozinhas em casa pela primeira vez hoje porque o Marido foi para o aniversário do Yan. está dando tudo certo com tempo até para a internet.

22/01/2012

O dia em que o umbigo caiu

5:30 da manhã a Marcela acordou para mamar e me chamou de dentro do carrinho com seu costumeiro "eh, eh, eh". Amamentei, fui olhar a fralda e lá estava ele! Grudado na barriguinha, bem abaixo do cotoco que sobrou.

Na última ultrassonografia deu pra ver que o cordão umbilical era grosso e, quando ela nasceu, este foi o comentário geral. O pediatra, a GO, minha mãe, tia Maria Luisa, as enfermeiras, todos comentavam que ia demorar para cair...

E umbigo de bebê é uma agonia, né? Dar banho, trocar fralda, pegar no colo com aquele pedaço de carne pendurado dá medo de machucar, mesmo sabendo que o cordão não possui terminações nervosas e que o bebê, teoricamente, não sente nada.

Teoricamente, porque acho que a Marcela sentiu. A enfermeira do hospital disse que era para colocar o umbigo para fora da fralda RN e assim nós fazíamos todos os dias (nós = mamãe e eu). Só que lé pelas tantas as fraldas começaram a machucar o umbigo, saía um sanguinho e ela chorava na hora do álcool.

Quando fomos ao pediatra ele disse que isso de deixar o umbigo pra fora era mais para menino, por causa do xixi que vai pra cima, mas que menina podia colocar pra dentro. Mandou que tracionássemos bem o umbigo para colocar o álcool lá no fundinho.

Mas nós continuamos colocando o umbigo pra fora, como na foto ao lado, o problema é que bebê não é boneco. Eles mexem. E a fralda saía do lugar, encostava no umbigo e saía sangue.

Liguei pro pediatra e começamos a usar a fralda P por cima do umbigo. Foi melhor.

Então hoje, 12 dias depois do nascimento, ele caiu! Uma felicidade! Marcela entregou o umbigo para a vovó enterrar na chácara, em Brasília.

Amanhã vamos levá-la no pediatra para pesar e pedir pra ele dar uma olhada. Parece que ficou um pedaço...  algo nada parecido com o que eu vejo na internet...

15/01/2012

5 dias de vida

Meu corozinho de peito dorme depois da última mamada e eu deveria estar dormindo junto com ela, mas decidi escrever antes que a memória falhasse.

A indução do parto não funcionou. Cheguei a ter contrações fortíssimas de 3 em 3 minutos e o colo do útero amoleceu e mudou de formato, mas a Marcela devia estar pendurada nas minhas amígdalas porque a médica teve que abrir para ir buscar.

Valeu a tentativa. Se não tivesse sido assim, passaria o resto da vida pensando que poderia ter tentado. Não deu. Pronto. 

Para quem está na dúvida entre parto normal e cesáreo, saiba que depois de uma cirurgia a sua barriga incha. E os gases doem. E você fica deitada, sem poder se mexer, com uma sonda para urinar. As enfermeiras puxam o seu seio até fazer o bico entrar na boca do bebê que você ainda não pôde ver direito porque está debilitada, e tudo o que você mais quer na vida é poder, ao menos, sentar e pegar sua cria no colo.

E a saga continua depois da alta. O corpo incha, a cicatriz coça e tem que tratar todo dia, dá medo de tossir e estourar uma coisa por dentro, fica difícil agachar para pegar qualquer coisa. Sem contar que só hoje, 5 dias depois de me furarem o buxo com a peixeira, é que fui conseguir fazer o número 2.

Ainda bem que minha mãe está aqui ajudando com tudo e meu marido está sendo nota 10, mas quem não tem ajuda como faz?

Desabafo feito, falemos do que é belo:

Meus seios fizeram a apojadura no terceiro dia. Nome feio que significa que deu leite. Usei Lansinoh para preparar este momento desde o sexto mês de gestação e foi ótimo, visto que os bicos dos meus seios não racharam e tudo indica que não vão rachar. Estão doloridos, claro, mas estava pronta pra isso.

Quer dizer, estava pronta para a dor e não para o sentimento de amor doido que acompanha este momento alienígena.

Quando ela põe a boca no peito e puxa dóóóóóói por um, dois, três segundos e depois passa. Então o mundo se transforma nela. E eu fico em transe, olhando para aquele bichinho pequenininho grudado no meu peito e suando com o esforço de sugar a minha alma.
 
E quando ela termina, solta o bico, respira fundo, deita a cabecinha sobre o seio que acabou de ser usado e fica dormindo lá, com aquela carinha enrugada de recém nascido, parecendo um caramujinho, uma larvinha, um coró de peito.

É doido. É lindo. É sublime. E dá vontade de chorar. E eu choro feliz.